top of page

História do Terminal Ferroviário

Capitão Eduardo

Sobre

A influência do Capitão Eduardo na área se reflete diretamente na história ferroviária de Santa Luzia. Em 1893, a Estrada de Ferro Central do Brasil (Linha do Rio das Velhas) alcançou Santa Luzia, transformando-a em entroncamento ferroviário local. Décadas depois, em 1912, foi inaugurada a Estação Ferroviária "Capitão Eduardo".

 

Esta estação - cujo nome homenageia o capitão - substituiu a antiga Estação Rio das Velhas e integrava a Ferrovia Central do Brasil. A construção original de 1912 foi depois demolida; o prédio atual data das décadas de 1950-60. Até 2003 teve cores da CVRD (marrom) e RFFSA (azul), e hoje abriga operações da VLI Logística.

 

Assim, o nome Capitão Eduardo passou a identificar o terminal ferroviário e adjacências industriais em Santa Luzia. A figura histórica do capitão, além da estação, está vinculada ao próprio desenvolvimento urbano: por exemplo, parte da linha férrea inicial passou pela sua antiga fazenda, contribuiu para conectar Santa Luzia ao interior de Minas. Sua fazenda constituiu-se num ponto de referência na expansão da cidade, e o legado de seu nome permanece vivo no terminal ferroviário local.

Em meados da década de 2010, a logística ferroviária em Santa Luzia foi reforçada com a criação do Terminal Integrador Santa Luzia (TISL). Em 2013, a VLI (empresa de logística da Vale S.A.) concluiu a implantação do TISL, um grande complexo multimodal para produtos siderúrgicos. O terminal opera como um centro avançado de distribuição para a indústria do aço na região metropolitana de BH. Segundo a VLI e fontes do setor, cargas de clientes siderúrgicos (como Aperam, ArcelorMittal e Usiminas) são recebidas por trem e redistribuídas para o mercado. Por exemplo, a Aperam utiliza o TISL para escoar bobinas de aço até Belo Horizonte, e o terminal é descrito como "centro de distribuição avançado" para seus produtos. Em relatório da VLI/ABM, o TISL aparece recebendo materiais siderúrgicos dessas empresas (fio-máquina, bobinas, chapas) via trens da Ferrovia Centro-Atlântica e EFVM. A própria Usiminas integra essa rede logística: documentos oficiais da empresa confirmam que Santa Luzia abriga um terminal ferroviário usado em sua distribuição interna.

 

O relatório anual da Usiminas de 2022 lista um "Entreposto Capitão Eduardo" na Cidade Industrial de Santa Luzia, indicando um centro de armazenagem/produtos da companhia. Ou seja, a Usiminas Solutions (braço de distribuição do grupo) passou a operar no local por volta de 2010-2019, consolidando um hub logístico no entreposto Capitão Eduardo (adjacente ao TISL). Em 2022 houve mudanças no controle desse complexo logístico. Parte das operações ferroviárias da VLI e ativos associados foram transferidos para um consórcio de investidores privados (parcela da VLI foi adquirida por fundos internacionais), alterando a administração direta anterior. De qualquer forma, tanto o nome "Capitão Eduardo" quanto a infraestrutura construída na região mantêm relevância histórica: homenageiam o capitão local e continuam a sustentar a malha de transporte industrial da RMBH.

Fontes:

© 2025 - TCE.  Desenvolvido por Por Bruno Kadomoto

bottom of page